segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Educação.


Esta charge fala sobre  a verdadeira realidade dos alunos com  relação ao descaso do Hino Nacional.

Esta tirinha foi feita no site pixton.

Uma carta especial.

Planatina Goiás, 10 de Janeiro de 2011.
                                                                        Querida amiga Flávia,
Oi estou lhe escrevendo esta, para contar sobre a nova cidade que estou morando, ainda sinto muitas saudades da nossa cidade natal, estou aqui no Girafas junto com a minha mãe e minhas irmãs, elas ainda não se adaptaram na nova cidade Planaltina Goiás, ainda sentem muita falta da nossa  linda cidade natal "Setoor".
Mas já estou me adaptando já fiz uma amizade na minha rua com a Sara que mora próxima a minha casa ela é bem legal, mas as minhas irmãs não gostam daqui, minha mãe está feliz pois a casa que moramos é linda!!! Bem espaçosa, aconchegante e todas as minhas irmãs já estam bem acomodadas com o seus esposos. Somente a Ju que ainda não quis vir para a nova cidade, ela ainda está ai pertinho de você amiga linda.
Nossa amiga pensa que o Tio nosso cachorrinho foi em cima do caminhão de mudança, foi mijando até chegar na  casa nova, fui dentro do caminhão tão preocupada com ele que quase chorei, mas graças a Deus ele chegou bem.
Estou comendo aqui um sanduiche tão gostoso e lembrando das brincadeiras que brincavamos na rua, infelizmente aqui não vai dar para brincar a noite, porque aqui em frente a nossa casa fica uma lagoa enorme de sapos, pois chove e impossa tudo e os sapos aproveitam e cantam a noite inteira. Mas de dia ate que dá para brincar.
Minha mãe já me matriculou na nova escola, e um pouco distante e vou ter que atravessar pistas, ela já está preocupada o nome da escola é totalmente diferente da nossa cidade que moravamos olha só o nome Ecola Estadual Complexo Nº 02, diferente né  amiga? O uniforme também é bem diferente mas é bonito. 
Amiga mande um beijo a todos da rua e fale que já estou morrendo de saudades e avise a todos que chegamos bem e que vamos ficar bem nessa nova cidade, acredito que teremos uma nova vida aqui,e assim que dê nos visite.

                                                                Beijos,
                                                  Isabel Cristina Ferreira da Silva

domingo, 9 de janeiro de 2011

Resgatando brincadeiras!!

Brinquedos e brincadeiras do tempo da vovó



Qual não é a surpresa dos pais quando o filho chega da escola cantando uma canção muito antiga ou sugerindo uma brincadeira que eles ainda guardam na memória? Hoje, especialmente nos projetos educacionais que privilegiam o folclore brasileiro, muitas brincadeiras da infância dos avós ou bisavós são resgatadas na escola. E ainda fazem o maior sucesso!
Desde a canção Ciranda, Cirandinha até pular amarelinha ou brincar de pique-esconde, muitas das brincadeiras que a turminha moderna curte já encantavam crianças há mais de um século. Que tal um passeio pela história dos brinquedos e brincadeiras no Brasil?
Os primeiros brinquedos e brincadeiras das crianças brasileiras eram ligados à vida natural, como banhos de rio e passeios no mato. Nessa época papais e mamães índios faziam para seus filhos brinquedos como arco e flecha, petecas, bolas e bonecos de barro cozido. Depois, com a colonização do país pelos portugueses, surgiram pipas de papel, bodoques e dominós. Entre as formas de diversão mais apreciadas pela meninada, merecia destaque o teatro de marionetes.
A presença dos escravos negros trouxe as cantigas de ninar e importantes personagens do nosso folclore, como o saci-pererê, a mula-sem-cabeça, a cuca, o lobisomem e tantos outros.
Cantigas de roda e adivinhas
No século 19, chegaram os primeiros brinquedos produzidos na Europa, com a vinda da família real portuguesa para o Brasil. Foi então que começaram a fazer parte do universo infantil brasileiro, nas famílias da corte, bolas de gude, soldadinhos de chumbo, espadas e bonecas de porcelana. Nessa época também foram introduzidas na nossa cultura cantigas de roda e adivinhas trazidas pelos imigrantes europeus.
É no final desse século que chegam ao país a bola de futebol e as regras do jogo que até hoje encanta brasileiros. Surgem a bicicleta, carrinhos e trens de metal e bonecas de madeira. Mas isso não impediu as crianças de construírem seus próprios carrinhos de rolimã, cavalos de pau e bonecas de pano.
Só no início do século passado começaram a funcionar no país as primeiras indústrias de brinquedos, o que levou ao lançamento de jogos como varetas e bonecas mecânicas. Alguns brinquedos que ainda hoje viram a cabeça da garotada apareceram na década de 60, como a boneca Susi, o autorama e carrinhos elétricos. Da mesma época é o forte apache.
Nas últimas décadas do século 20, a indústria de brinquedos faz inúmeros lançamentos, como robôs, jogos de estratégia, o caleidoscópio, videogames e jogos eletrônicos e de tela líquida. Depois, a sofisticação ganha esse mercado e é a vez de bichinhos e inúmeros jogos eletrônicos de tecnologia japonesa.

Fonte: http://www.alobebe.com.br/site/revista/reportagem.asp?Texto=240

Do Prazer de Brincar ao Prazer de Aprender

TRANSCRIÇÃO DA CONFERÊNCIA DE BERNARD AUCOUTURIER (ESCOLA FRANCESA DE PSICOMOTRICIDADE), REALIZADA NA I JORNADA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICOMOTRICIDADE NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 22 DE OUTUBRO DE 2005, NA UNIFMU.

  Existe uma relação estreita entre o brincar e a aprendizagem. Se no passado estes termos eram dicotômicos e se contradiziam, no mundo contemporâneo se entrelaçam.Nos dias de hoje. onde as exigências cognitivas são precoces, a criança perde o espaço do brincar para o espaço da aprendizagem interfererindo na dinâmica natural do desenvolvimento psicológico da criança.
          - Como acontece a transição do prazer do brincar para o prazer de aprender?
          - Por que a criança brinca?
          - Aprender o quê ? A criança brinca para compreender o mundo, brinca para se compreender no mundo na interação com os outros.
          - O que é brincar?
O brincar é viver, é o prazer da ação, é a vivência da dimensão psíquica nas relações da criança com o mundo. Ao brincar a criança vive o prazer de agir simultaneamente com o prazer de projetar-se no mundo em uma dinâmica interna que promove a evolução e a maturação psicomotora e psicológica da criança.
          O brincar se apropria de fantasmáticas inconscientes por meio da ação. Através da observação do brincar da criança podemos avaliar a dimensão inconsciente da criança que auxilia a compreensão da evolução do sujeito.
De O a 3 anos de idade a criança brinca buscando o prazer de construir e desconstruir. Esta vontade de agir não pode ser considerada, neste momento, como um reflexo de agressividade porque esta forma de brincar transita em uma dimensão inconsciente.
          A criança demonstra neste período o prazer de ficar em pé. rolar, balançar e cair. Trata-se de uma percepção rítmica ligada à construção e desconstrução que é anterior à percepção espacial. Nesta fase também apresenta o prazer de ser envolvida ao brincar no meio de tecidos: encaixar-se, esconder e ser descoberta, perseguida sem ser pega. Poderá também demonstrar interesse ao identificar-se com agressores que causam medo. Demonstra prazer em reunir e separar, entrar e sair e encher e esvaziar.
          Estas brincadeiras de O a 3 anos descritas acima defino como BRINCADEIRAS DE REASSEGURAMENTO PROFUNDO que podem perdurar até um pouco mais de 3 anos. Porque fazem referência aos primeiros contatos humanos que põem em evidência a relação da criança com seus pais.
 A partir dos 3 anos inicia-se a fase de identificação nas formas do brincar que identifico como JOGO DE REASSEGURAMENTO SUPERFICIAL a criança começa então a discriminar o masculino do feminino e criar personagens onipotentes que transitam em uma dimensão ilusória para desenvolver a ação em um universo ainda incompreensível. Neste momento a criança vivência na interação com o outro a ação e a ilusão do ser, dando aos poucos a forma de si própria como sujeito.
          Através do processo de identificação e da interação com o outro a criança aprende a realizar um distanciamento emocional ao expressar conteúdos psicológicos por meio de objetos, percurso este. importante a ser vivenciado pela criança que através de personagens pode expressar seus medos e angústias proporcionando com esta experiência um conforto emocional.
          - O que é Reasseguramento?
          Reasseguramento é o resultado de uma dinâmica de prazer que permite à criança atenuar suas angústias interiores como: o medo de ser destruída (sentimento que é presente desde os primeiros meses de vida), o medo de ser agredida, de ser abandonada e de ser castrada.
          A dimensão simbólica da criança começa a ser desenvolvida desde os primeiros momentos da vida da criança. O bebê procura os braços da mãe e se assegura no abraço. A partir do momento que a mãe oferece um paninho ou um objeto a criança transfere na interação com este objeto a sensação de prazer do carinho da mãe vivenciado anteriormente. Desta forma, aprende a buscar forma de prazer simbolicamente.
          Os distúrbios no desenvolvimento da aprendizagem estão intimamente ligados a falta de asseguramento. A angústia surge quando a criança não é protegida das agressões interiores e exteriores. A angústia das crianças que não tiveram a oportunidade de asseguramento é real traduzida, muitas vezes, por meio de dores corporais que podem limitar a construção psíquica da criança.
          A construção psíquica da criança se realiza por meio da fantasmática.
O Jogo de Reasseguramento Superficial sucede o jogo de Reasseguramento Profundo. Se a criança não vivência de forma substancial a primeira fase não poderá realizar a segunda. O brincar desenvolve o interesse da busca de fontes de prazer e promove a descentração tônico-emocional. Se a criança vive a brincadeira, participa das iniciativas das outras crianças, compartilhando com elas as emoções, o peso das angústias e o peso da afetividade. Esta interação favorece a atenção no outro e propicia, paulatinamente, uma descentralização em si própria. A criança ao se identificar com o outro coloca-se no lugar dele abstraindo-se de si própria. Este distanciamento de si como o centro de atenção é que permite o olhar da criança sobre si mesma.
          O brincar permite o diálogo verbal e não verbal do corpo e da psique. Através do brincar a criança vive e deixa emergir uma dimensão inconsciente por meio da liberação dos afetos. Brincando ela dá forma ao afeto recebido dos pais e cria o seu próprio afeto, por meio de representações inconscientes. (Afeto = conteúdos emocionais recebidos e registrados na memória inconsciente e consciente).
          Através do corpo em movimento, a criança expressa sua dimensão inconsciente. A motricidade é o meio entre o continente da inconsciência e a percepção do agora (consciência).
          O corpo é o primeiro objeto transicional pelo fato de permitir à criança colocar em evidência o prazer que foi vivido com o outro no passado. Através do corpo ela interpreta e analisa estes conteúdos inconscientes que definimos como "fantasmática".
          O brincar promove a comunicação, a verbalização, a criação e o desenvolvimento da função simbólica: a capacidade de representar formas conscientes (casa,objetos e situações) e a capacidade de expressão da fantasmática. A representação simbólica é vivenciada de forma verbal e não verbal, através de associações com as experiências vividas. Ex: Um menino e uma almofada. A almofada representa o carro e ele o motorista e a ação total a identificação do pai dirigindo o automóvel. Com a boca ele produz o barulho do motor e o seu corpo se ativa psicomotoramente.
          No prazer do brincar existe sempre a presença do outro de forma simbólica. Esta é a síntese do reasseguramento.
          A representação do brincar evolue com o desenvolvimento da psique. Com 3 e 4 anos diante de uma brincadeira de lobo a criança entra no jogo e é tomada pela sua fantasmática de a feto e angústia. Com 5 e 6 anos na brincadeira de lobo ela responde à brincadeira com um certo distanciamento. Com 7 anos ela diz: - Hoje vamos brincar de lobo e acaba não brincando porque o simples fato de evocar é suficiente para o reasseguramento. Ela age com o lobo de forma mental. Portanto no brincar há uma evolução da representação por meio do corpo para a representação mental.
          Este é o paradigma que une e desenvolve o prazer do brincar para o prazer da aprendizagem. A aprendizagem é um prolongamento de uma dinâmica de prazer que vai do corpo ao pensamento. O prazer da aprendizagem ocorre no nível inconsciente e consciente.
          O prazer de aprender começa bem cedo quando a criança com quase um ano começa a se apoiar para buscar ficar em pé sozinha, sem a ajuda dos pais ou qualquer adulto do seu lado. Realizando tentativas e caindo, ela estará aproveitando a aprendizagem postural e as compensações. Buscando posições de segurança e equilíbrio, ela vai tomando consciência do desencadeamento postural. A repetição na aprendizagem é fundamental porque através de uma dinâmica de prazer a criança vai aos poucos, memorizar o movimento e as posturas, o que vai permitir ela se apoiar nos pés e conseguir a tensão tônica suficiente para dizer: - Eu consigo; eu existo.
          A condição da aprendizagem motora está intimamente ligada à possibilidade da ação e ao prazer da conquista dela. Se os pais não dão essa liberdade necessária à experimentação, a criança poderá, mais tarde, apresentar limitações psicomotoras intransponíveis pelo fato de ter sido impossibilitada de vivenciar o desequilíbrio, cair e aprender como buscar soluções para este desequilíbrio.
          As crianças, por perseverança inata vão adquirindo confiança por meio das tentativas: porque é pela ação que a criança aprende o prazer de existir e adquirir confiança em si mesma.
          Assim como a criança encontra a segurança afetiva através do brincar, ela vai conquistando, aos poucos, o mundo em função da sua ação. Para descobrir o que está no alto. ela vai estender o próprio corpo para alcançar o que quer. Através da sensação do corpo na exploração do espaço e na descoberta da massa dos objetos é que ela vai ativar sua habilidade tônica para pegar o que é pesado e o que é leve. Conquistando a habilidade tônica, ela aprende a tocar, acariciar, transpondo-se, inconscientemente, da forma como foi tocada e acariciada.
          A mão é um prolongamento da boca como se a criança que agride com as mãos agrediu o peito da mãe. Neste sentido, a disgrafia tem ligação com a dificuldade da linguagem. A mão é a inteligência inconsciente das primeiras vivências da criança.

CONCLUSÃO:
          A aprendizagem está ligada a descentração tônico-emocional conquistada nos jogos de reasseguramento superficial que dependem da vivência dos jogos de reasseguramento profundo ligadas à expressão e vivência do corpo psicomotor.
          Ao brincar com os outros, a criança percebe o mundo exterior dos indivíduos que proporciona à ela parâmetros emocionais e fantasmáticos.
          Aos 6 anos a criança normal deve perceber o mundo exterior descentrando-se tônico-emocionalmente ao brincar. Quando isto não ocorre elas deixam de perceber os seus afetos e permanecem projetando sua visão interna do mundo, fortemente ligada às emoções ao analisar o mundo real. No contexto piagetiano. não conseguem ultrapassar do estágio pré-operatório para o pensamento operatório formal.
          A prática psicomotora tem como objetivo auxiliar o processo de descentração tônica do ambiente egocêntrico próprio das crianças de 4 e 5 anos de idade.
          Na prática terapêutica psicomotora a criança é convidada a passar diferentes níveis simbólicos através do movimento, grafismo e atividades plásticas de construção e verbalização.Através destas experiências a criança toma consciência da sua produção como corpo e percurso de linguagem promovendo a descentração tônica.
          Através da prática psicomotora promove-se a linguagem espontânea da criança, capaz de colocar palavras sobre emoções vividas. Por meio da linguagem e do exercício da mesma promove-se a maturação do conhecimento. Ex: se a criança salta 50 vezes sobre um tapete vermelho e não se coloca emocionalmente por meio da verbalização a criança não pode ter acesso à linguagem e conseqüentemente não pode ter acesso à simbologia e á cognição. Há uma coerência entre o corpo e a cognição assim como há uma coerência entre da maturação psicológica com a via motora compreendida na expressão psicomotora de conteúdos inconscientes e conscientes.

          A terapêutica psicomotora visa promover o contato da criança com seus próprios afetos através da expressão, ativando conteúdos fantasmáticos na dinâmica da experimentação da ação necessária para a aprendizagem da representação simbólica e da criação da imagem mental dos objetos. A prática busca favorecer a passagem da criança para o nível operatório formal, no desenvolvimento do pensamento abstrato momento este onde a criança obtém a base cognitiva necessária para o processo de alfabetização e introdução no ensino regular

Autora: Maria Carolina Sá Moreira Oliveira
Participante da I Jornada
Arte Educadora/Especialista em Reabilitação
Pós graduanda em Psicomotricidade

A importância do Brincar


Na educação muitas vezes relacionamos jogos e brincadeiras como algo para o aluno fazer em casa, no recreio e/ou nas aulas de Educação Física. Porém muitos professores acreditam que é possível a utilização de  jogos  brincadeiras em sua sala de aula. Pois e possível sim trazer os jogos e brincadeiras para a sala de aula e ter uma aprendizagem com significado para a vida escolar do aluno.  Por isso este blog é destinado a você professor/educador que deseja trazer esse tema para ser discutido em seu ambiente de trabalho.